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Nossas tramas...

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Nossa TRAMA EDUCACIONAL é para o cuidado integral de: 

  • pessoas que menstruam e deixam de menstruar e buscam a longevidade saudável, orgânica e o desenvolvimento de praxes ecossistêmicas de saúde;

  • mulheres (cis e trans) que buscam compreender os efeitos estigmatizantes da feminização do envelhecimento e questões ligadas à saúde na maturidade;

  • homens cis que desejam compreender a fase madura de mulheres;

  • terapeutas integrativas(os) que desejam ampliar seus saberes para o cuidado de mulheres maduras.

Em nossa VISÃO, pensar em saúde humana implica abranger as práticas de cuidado planetário, da agroecologia, das questões de soberania alimentar e de novas consciências de produção e consumo com o engajamento individual, bem como com o fomento de políticas públicas. Pensar em saúde também implica um tipo de responsabilidade ampliada para o fazer comunitário e coletivo. A saúde integral passa pelo olhar cuidadoso com a fonte de tudo que consumimos, desde os alimentos, as roupas, os objetos, o ar que respiramos, a água que bebemos, e a justa distribuição dos recursos naturais que temos. 

Nossos VALORES focam na consciência social e política, retratada na responsabilidade pessoal pela cadeia de produção de nossos bens de consumo, e na capacidade de autoanálise e autodeterminação sobre as escolhas diárias que fazemos, que permitirá a transformação que necessitamos como seres humanos.

Nossa MISSÃO abarca a expansão da consciência coletiva na perspectiva do pessoal que é político, para o labor anti etarista e para a desfeminização do envelhecimento no campo da saúde integral. Promover a ação relacional baseada na equidade, na justiça e na solidariedade, e sobre o envolvimento com práticas sustentáveis de saúde. 

Nosso LABOR é para a revalorização das mulheres maduras, das velhas sábias, dos conselhos das anciãs no tecido social e para a legitimação dos teares transversais no fazer coletivo. 

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Como nasceu o CIMM

Somos Parteiras da Maturidade

O curso surgiu diante da necessidade de elaboração de práticas transdisciplinares, transpessoais e agroecológicas que contemplem novas significâncias sociais e olhares apreciativos sobre a maturidade para o cuidado de mulheres que estão adentrando nas fases perimenopausa, menopausa e/ou pós-menopausa, bem como, desejem se preparar para um envelhecimento saudável.

 

Entendemos a maturidade como um processo orgânico e continuado de transformação que resulta numa remodelagem total do corpo físico, anímico e psíquico, afetando sua relação com o meio ambiente.⠀Com os avanços da biomedicina, das práticas médicas, e o aumento considerável da idade média de vida das mulheres brasileiras - de 65 anos para 78,6 anos de idade - observamos a necessidade de uma revisitação das linguagens e praxes que determinam a compreensão da saúde no climatério e da maturidade, em suas naturezas e abordagens, focando na despatologização, na desmedicalização, no letramento de cuidado para o desmanche das relações de poder nos consultórios médicos e maior autonomia de escolha na saúde.

 

No campo da saúde, existe um corpo de conhecimentos advindo de escolas tradicionais e populares sobre o amadurecimento que é sumariamente ignorado por formações convencionais da área da saúde.⠀Esta dinâmica é cultural e se sustenta em interesses econômicos da indústria farmacêutica, em estigmas sobre o envelhecimento impregnados na sociedade e na falta de políticas públicas. O etarismo (preconceito por idade) é uma realidade social. Entendemos que qualquer olhar sobre a saúde não pode mais ser desassociado do cuidado dos recursos naturais e dos modos de produção de nossas sociedades.

A transdisciplinaridade alcança timidamente as formações convencionais de saúde, sobretudo no aspecto ligado aos saberes populares e originários. Numa relação de forças, as formações para abordagens holísticas e naturalistas são frequentemente desvinculadas do olhar da biomedicina e sobre as estruturas sociais e de saúde pública.

Desse modo, agentes sociais e de saúde têm poucas oportunidades de “desaprender” o que está posto pelo olhar histórico sobre conceitos de saúde, em relação aos tabus sociais sobre os processos da menopausa, do climatério e da maturidade, que os veem não como uma condição orgânica, mas como síndromes de processos de “falência” do corpo que apontam para o “fim de carreira" de mulheres, em diferentes níveis na régua social de privilégios e abandonos.⠀

 

Há ainda complexidades ligadas aos fatores econômicos, de raça, gênero, sexualidade e classe que cumprem papéis relevantes no impulsionamento de tratamentos que transformam uma parcela da população feminina e madura, em “fatia de mercado”, ou, que as abandona à total precariedade. Mulheres maduras frequentemente se encontram com a hiper medicalização na fase da menopausa, por má informação, por vezes as submetendo a tratamentos desnecessários e intervenções controversas.

 

Este curso propõe uma reeducação cultural sobre a fase da vida inaugurada pela MENOPAUSA, e sobre a saúde, para experiências de vida dignas e acolhedoras diante do envelhecimento do corpo e o despertar da consciência interconectada com a vida social e ecológica.

Herstórias são importantes...​
Em seu processo de travessia menopáusica, a mentora do curso, Dra. Adriana Mira-Cunhã, constatou que há intensa medicalização no corpo de mulheres e grande estigmatização no campo social. Ela buscou modos menos intervencionistas de viver esta travessia, bem como pesquisou os impactos dos processo de feminização do envelhecimento na saúde mental e percebeu que havia necessidade de criar uma formação específica para o acolhimento, orientação, acompanhamento e encaminhamento para que terapeutas e cuidadores pudessem ampliar seus olhares sobre a maturidade feminina.
 
Era preciso também rede de apoio para mulheres maduras para que trocas íntimas pudessem ocorrer em segurança.

Com sua experiência no fomento de rodas de mulheres, bem como, com sua formação como arte-educadora e terapeuta social com foco em questões de gênero, compôs a estrutura pedagógica do curso, convidando profissionais de destaque em suas respectivas áreas para o tear educativo. 
Em 2020, apresentou a estrutura pedagógica criada para Aymara Gentil Penna, na ocasião, vice-presidente da UNIPAZ-SC, que imediatamente acolheu o projeto, dando força na parceria com a Faculdade CENSUPEG. Ambas instituições viram que o projeto preenchia uma necessidade importante de formação de profissionais capacitadas e firmaram a parceria.
A primeira constituição de coordenação de curso se deu com Ana Paula Campos Kfuri (pedagogia), Virginia Lande (secretaria), Aymara Gentil Penna (focalização) e Adriana Mira-Cunhã (orquestração geral). Juntas ancoraram duas jornadas acadêmicas com cerca de 85 aprendizes, solidificando os conteúdos do curso, fazendo escutas qualificadas e acolhendo um número significativo de pessoas que as procuram para distintos acolhimentos. 

Em 2024, com pesquisas atualizadas, a nova coordenação CIMM se prepara para mais uma jornada acadêmica.

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